Não tenho como costume repassar tal espécie de mensagem, mas aqui não estou invadindo sua privacidade, não estou enchendo sua caixa de e-mails, não estou te pressionando ou insistindo para ler, tampouco colocando seu endereço eletrônico em listas de “encaminhar” para que “robots” adicionem a listas de endereços válidos para serem vendidos depois a empresas que adoram praticar o Spam. Simplesmente está aqui. Você lê se achar que deve ler. E se achar que pode contribuir com sugestões ou seguir meus conselhos passados ao final será de grande auxílio. Portanto, leia, se quiser…
—–
Está circulando na internet um e-mail muito interessante. Ele se “auto-nomeia” como uma resposta supostamente enviada por uma mãe brasileira para uma outra mãe de São Paulo.
Tudo teria ocorrido após a segunda mãe aparecer em um noticiário de TV, reclamando de como seu filho era tratado na antiga FEBEM (estado de São Paulo) e clamando por direitos humanos para os menores infratores.
Acompanhe o texto de resposta da primeira mãe e reflita. E responda, você é a favor dos direitos humanos? Graças a pessoas assim poderemos acabar com esta (falta de vergonha na cara) inversão de valores que assola o Brasil.
De mãe para mãe…
- Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
- Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.
- Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc…
- Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.
- Quero com ele fazer coro.
- Enorme é a distância que me separa do meu filho.
- Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
- Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
- Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
- Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeolocadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
- No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo…
- Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu, que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.
- No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas ‘Entidades’ que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar ‘Os meus direitos’!
—–
Esse texto serve somente para nos lembrar dos valores que devemos adotar ao assistir a reportagens nos meios de comunicação e ao encontrar essa qualidade de pessoas que se esforçam dia e noite somente com o intuito de trazer mais mordomias e facilidades para os criminosos, além de outras intenções, as quais prefiro não comentar.
Não estou dizendo que o tratamento deva ser desumano e humilhante nas cadeias e presídios. Vemos na mídia que, efetivamente, uma cadeia não deve ser um local agradável para passarmos nossos dias. A grande maioria dos que estão lá dentro têm consciência do delito que cometeram. Boa parte deles poderia ter optado pelo não cometimento do crime. Temos de tentar ressocializar tais indivíduos e fazer com que “paguem” as penas pelos seus delitos e também “paguem” pela moradia e alimentação que estão recebendo, diminuindo a exploração da população pelo Governo. Ela sofreu com a atitude do vagabundo que foi preso em virtude de um crime e ainda tem de sofrer pagando altos impostos para mantê-los ali presos. Chega a ser absurdo, mas assim funciona o nosso país.
Apenas tenho o entendimento de que a população deve se esforçar em pedir apoio aos governantes, de todas as esferas e poderes, para que a legislação criminal seja cumprida conforme preceitua a legislação, para que sejam elaboradas políticas sérias de combate à pobreza (melhor distribuição de renda), à falta de moradia, à falta de alimentação básica a todos, à falta de transportes, à falta de postos de trabalho, à falta de urbanização (água, energia, esgoto, etc), à falta de escolas, cultura e lazer, além de diversas outras “faltas” que são realmente a causa da elevada criminalidade em nosso estado e país.
Vemos que os orçamentos aparentemente aumentam ano a ano… Mas o que está errado? A criminalidade não diminui “a olhos vistos”. Vemos que alguns índices de criminalidade têm diminuído, porém, outros têm aumentado. Vemos que alguns órgãos governamentais estão fazendo o seu “dever de casa”. Uma demonstração disso é a superlotação das cadeias e presídios por todo o Brasil, inclusive do Espírito Santo.
Tentem imaginar o que aconteceria com o sistema penitenciário se todos os mandados de prisão em aberto fossem cumpridos… O sistema simplesmente não suporta… Sendo assim, temos de pensar em políticas de segurança pública (de forma macro) sérias, coordenadas e com espírito de continuidade entre as administrações, pois só assim, pelo menos a médio prazo, conseguiremos obter resultados visíveis, com atingimento de metas e objetivos pré determinados e discutidos com a população e com os servidores da ponta, da atividade fim.
E contamos com o apoio da população para podermos melhorar nosso serviço cada vez mais. E o apoio pode vir simplesmente do reconhecimento do serviço, de um elogio, um sorriso, ou até da ausência de reclamações ou críticas desnecessárias.
Mas o apoio também pode vir da utilização de serviços de Disque Denúncia, que no estado do Espírito Santo utiliza o número 181 e tem o seu sigilo garantido, e também de serviços de registro de ocorrências policiais digitais (boletim de ocorrência online – Delegacia Online – DP On-line), diminuindo a quantidade de pessoas atendidas pessoalmente nas unidades policiais civis.
Se cada um fizer uma pequena parte, certamente estará contribuindo para o sucesso de um todo. E isso é o que esperamos. Eu estou fazendo a minha. E você?
Abraços